Lei ou espírito da lei
Uma questão que sempre discutida no mundo jurídico está sendo o centro da discussão em duas decisões recentes e polemicas da arbitragem.
No lance da falta contra o Vasco no Mineirão, acho que Wilson pensou ter visto uma atrasada, marcou errado e foi salvo pela sorte de uma possibilidade de interpretação que lhe salva. Mas definitivamente o lance não configura cera do Tiago, o que o espírito da regra procura punir. E o Cruzeiro venceu com um gol que nem ele entendeu.
Na euro, Van Nistelrooy fez um gol em impedimento contra a Itália, mas o trio pode se defender pela presença de Panucci atrás da linha de fundo. Quando a FIFA determinou que o jogador que sai de campo sem autorização do juiz continua dando condição, não era uma situação como essa a imaginada. Na prática, o ataque holandês só fez o gol porque a regra previa que Panucci, que se contundiu 2 ou 3 passos antes, mas na mesma jogada, era o "marcador" que dava condição de jogo, mesmo estando estirado no chão, fora de campo, há alguns instantes, e de forma acidental.
Acho que juiz de futebol entra em campo para permitir que o jogo corra, sem polêmicas, sem paralisações. Se vai trabalhar pensando em exibir conhecimento do detalhe da regra, interpretando sempre da forma mais criativa do mundo, acaba interferindo no resultado.
10 junho 2008
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Um comentário:
protesto veemente pela ausência de um texto sobre o feito histórico do Fluminense FC.
E sobre as perspectivas acerca da finalíssima da Libertadores.
Eu sei que dói falar do assunto, mas é obrigação sua, Belão!
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