Euro 2008
Para mim foi a melhor competição entre seleções desse século. As copas de 2002 e 2006 e a euro de 2004 foram marcadas por times retrancados, jogos monótonos e craques que decepcionam.
Agradou-me em 2008:
Seleções: Espanha, Alemanha, Rússia, Holanda, Portugal e Croácia
Jogadores: Fabregas, Iniesta, Xavi e Casillas (Espanha); Sweinschteiger (Alemanha); Arshavin, Pavlyuchenko e Zhirkov (Rússia); Nihat (Turquia); Cristiano Ronaldo, Deco e João Moutinho (Portugal); Van der Vaart, Van Persie, Sneijdeer, Van der Saar (Holanda).
Jogos: Todos da Turquia, pelos gols no fim; Rússia x Holanda, pela correria ofensiva dos dois times; Alemanha x Portugal, pela ofensividade dos dois times e 5 gols; todos os jogos da Holanda e Espanha na primeira fase, entre outros.
Faltou um grande zagueiro. Mas é melhor assim do que faltando craque. Vide Canavarro e Itália 2006.
30 junho 2008
18 junho 2008
Brasil x Argentina
Acho que o Brasil ganha e o Dunga respira.
Mas acredito mais na estatística do que na melhora que Julio Batista e Anderson vão dar ao time.
Desde 99 o confronto vem obedecendo a uma lógica: cada um vence em seus domínios e o Brasil vence em campo neutro, veja:
1999, copa américa, Paraguai: 2x1 a gente, com Dida pegando pênalti.
1999, amistoso, Buenos Aires: 2x0 eles, baile de Verón.
1999, amistoso, Porto Alegre: 4x2 a gente, show de Rivaldo.
2000, eliminatórias, São Paulo, 3x1 a gente, show de Alex, Ronaldinho Gaúcho e Vampeta.
2001, eliminatórias, Buenos Aires: 2x1 eles, de virada, do meio pro fim do segundo tempo.
2004, eliminatórias, Belo Horizonte: 3x1 a gente. Ronaldo sofreu três pênaltis, bateu e converteu todos e ainda pegou a Cicarelli depois do jogo!
2004, copa américa, Lima: 2x2, vencemos nos pênaltis. Tevéz rebolou, Adriano empatou e começou uma série de decisões verde-amarelas.
2005, eliminatórias, Buenos Aires: 3x1 eles, com primeiro tempo impecável comandado por Riquelme.
2005, copa das confederações, Alemannha: 4x1 a gente, no maior chocolate da história recente do confronto. Sem Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, era o time que poderia ganhar a copa um ano depois. Se tivesse jogado.
2006, amistoso, Londres: 3x0 a gente, uma das razões para o Dunga ainda estar aí.
2007, copa américa, Venezuela: 3x0 a gente, a outra razão para o Dunga ainda estar aí.
Acho que o Brasil ganha e o Dunga respira.
Mas acredito mais na estatística do que na melhora que Julio Batista e Anderson vão dar ao time.
Desde 99 o confronto vem obedecendo a uma lógica: cada um vence em seus domínios e o Brasil vence em campo neutro, veja:
1999, copa américa, Paraguai: 2x1 a gente, com Dida pegando pênalti.
1999, amistoso, Buenos Aires: 2x0 eles, baile de Verón.
1999, amistoso, Porto Alegre: 4x2 a gente, show de Rivaldo.
2000, eliminatórias, São Paulo, 3x1 a gente, show de Alex, Ronaldinho Gaúcho e Vampeta.
2001, eliminatórias, Buenos Aires: 2x1 eles, de virada, do meio pro fim do segundo tempo.
2004, eliminatórias, Belo Horizonte: 3x1 a gente. Ronaldo sofreu três pênaltis, bateu e converteu todos e ainda pegou a Cicarelli depois do jogo!
2004, copa américa, Lima: 2x2, vencemos nos pênaltis. Tevéz rebolou, Adriano empatou e começou uma série de decisões verde-amarelas.
2005, eliminatórias, Buenos Aires: 3x1 eles, com primeiro tempo impecável comandado por Riquelme.
2005, copa das confederações, Alemannha: 4x1 a gente, no maior chocolate da história recente do confronto. Sem Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo, era o time que poderia ganhar a copa um ano depois. Se tivesse jogado.
2006, amistoso, Londres: 3x0 a gente, uma das razões para o Dunga ainda estar aí.
2007, copa américa, Venezuela: 3x0 a gente, a outra razão para o Dunga ainda estar aí.
11 junho 2008
Respondendo
Pedro Machado:
"Protesto veemente pela ausência de um texto sobre o feito histórico do Fluminense FC. E sobre as perspectivas acerca da finalíssima da Libertadores. Eu sei que dói falar do assunto, mas é obrigação sua, Belão!"
Blog:
O Flu ainda vai conseguir um feito. Mas para satisfazer sua curiosidade, um post sobre o assunto.
Pedro Machado:
"Protesto veemente pela ausência de um texto sobre o feito histórico do Fluminense FC. E sobre as perspectivas acerca da finalíssima da Libertadores. Eu sei que dói falar do assunto, mas é obrigação sua, Belão!"
Blog:
O Flu ainda vai conseguir um feito. Mas para satisfazer sua curiosidade, um post sobre o assunto.
Leo Honorato:
"O goleiro do vasco, que não sei nem o nome, teve a intenção de retardar o jogo?
Em caso positivo, tem que ser punido.
Acho que, pelo bem do futebol, esse deveria ser o critério, pena que é exceção..."
Em caso positivo, tem que ser punido.
Acho que, pelo bem do futebol, esse deveria ser o critério, pena que é exceção..."
Blog:
Nenhum juiz marca tiro indireto por defesa em 2 tempos. No começo de 1991 essa regra foi implantada com essa confusão. Durou umas duas semanas naquele agosto, quando o campeonato paulista era o mais relevante em disputa no mundo, e serviu de fonte de imagens inusitadas. A FIFA tirou a dúvida dias depois e tudo voltou ao normal. Depois evoluiu para 6 segundos e proibição de recou. Resolvida a questão cera. O juiz puniu algo que não estava acontecendo, anit-jogo.
Nenhum juiz marca tiro indireto por defesa em 2 tempos. No começo de 1991 essa regra foi implantada com essa confusão. Durou umas duas semanas naquele agosto, quando o campeonato paulista era o mais relevante em disputa no mundo, e serviu de fonte de imagens inusitadas. A FIFA tirou a dúvida dias depois e tudo voltou ao normal. Depois evoluiu para 6 segundos e proibição de recou. Resolvida a questão cera. O juiz puniu algo que não estava acontecendo, anit-jogo.
Copa do brasil, o caminho mais curto para (o título) a libertadores
O Fluminense vai confirmar uma tradição.
Desde que foi criada a competição é a maior fornecedora de campeões entre os brasileiros, confira:
1992 – São Paulo (campeão brasileiro 91)
1993 – São Paulo (campeão libertadores 92)
1995 – Grêmio (campeão copa do brasil 94)
1997 – Cruzeiro (campeão copa do brasil 96)
1998 – Vasco (campeão brasileiro 97)
1999 – Palmeiras (campeão copa do brasil 98)
2005 – São Paulo (classificado entre os quatro do brasileiro 2004)
2005 – Inter-RS (classificado entre os quatro do brasileiro 2005)
2008 – Fluminense (campeão copa do brasil 2007)
Interessante reparar que nos anos 90 todos os times do Brasil disputavam a copa do brasil, que dava uma das duas vagas. Na primeira década desse século os times que participam da libertadores não jogam a copa do brasil, o que garante um time novo por ano, no mínimo. E o Brasil tem 5 vagas na competição continental. O que dará um certo ineditismo ao Flu, que veio da copa do brasil com muito mais força que os campeões anteriores, até o Cruzeiro, campeão de tudo em 2003, fracasso em 2004.
O Fluminense vai confirmar uma tradição.
Desde que foi criada a competição é a maior fornecedora de campeões entre os brasileiros, confira:
1992 – São Paulo (campeão brasileiro 91)
1993 – São Paulo (campeão libertadores 92)
1995 – Grêmio (campeão copa do brasil 94)
1997 – Cruzeiro (campeão copa do brasil 96)
1998 – Vasco (campeão brasileiro 97)
1999 – Palmeiras (campeão copa do brasil 98)
2005 – São Paulo (classificado entre os quatro do brasileiro 2004)
2005 – Inter-RS (classificado entre os quatro do brasileiro 2005)
2008 – Fluminense (campeão copa do brasil 2007)
Interessante reparar que nos anos 90 todos os times do Brasil disputavam a copa do brasil, que dava uma das duas vagas. Na primeira década desse século os times que participam da libertadores não jogam a copa do brasil, o que garante um time novo por ano, no mínimo. E o Brasil tem 5 vagas na competição continental. O que dará um certo ineditismo ao Flu, que veio da copa do brasil com muito mais força que os campeões anteriores, até o Cruzeiro, campeão de tudo em 2003, fracasso em 2004.
10 junho 2008
Lei ou espírito da lei
Uma questão que sempre discutida no mundo jurídico está sendo o centro da discussão em duas decisões recentes e polemicas da arbitragem.
No lance da falta contra o Vasco no Mineirão, acho que Wilson pensou ter visto uma atrasada, marcou errado e foi salvo pela sorte de uma possibilidade de interpretação que lhe salva. Mas definitivamente o lance não configura cera do Tiago, o que o espírito da regra procura punir. E o Cruzeiro venceu com um gol que nem ele entendeu.
Na euro, Van Nistelrooy fez um gol em impedimento contra a Itália, mas o trio pode se defender pela presença de Panucci atrás da linha de fundo. Quando a FIFA determinou que o jogador que sai de campo sem autorização do juiz continua dando condição, não era uma situação como essa a imaginada. Na prática, o ataque holandês só fez o gol porque a regra previa que Panucci, que se contundiu 2 ou 3 passos antes, mas na mesma jogada, era o "marcador" que dava condição de jogo, mesmo estando estirado no chão, fora de campo, há alguns instantes, e de forma acidental.
Acho que juiz de futebol entra em campo para permitir que o jogo corra, sem polêmicas, sem paralisações. Se vai trabalhar pensando em exibir conhecimento do detalhe da regra, interpretando sempre da forma mais criativa do mundo, acaba interferindo no resultado.
Uma questão que sempre discutida no mundo jurídico está sendo o centro da discussão em duas decisões recentes e polemicas da arbitragem.
No lance da falta contra o Vasco no Mineirão, acho que Wilson pensou ter visto uma atrasada, marcou errado e foi salvo pela sorte de uma possibilidade de interpretação que lhe salva. Mas definitivamente o lance não configura cera do Tiago, o que o espírito da regra procura punir. E o Cruzeiro venceu com um gol que nem ele entendeu.
Na euro, Van Nistelrooy fez um gol em impedimento contra a Itália, mas o trio pode se defender pela presença de Panucci atrás da linha de fundo. Quando a FIFA determinou que o jogador que sai de campo sem autorização do juiz continua dando condição, não era uma situação como essa a imaginada. Na prática, o ataque holandês só fez o gol porque a regra previa que Panucci, que se contundiu 2 ou 3 passos antes, mas na mesma jogada, era o "marcador" que dava condição de jogo, mesmo estando estirado no chão, fora de campo, há alguns instantes, e de forma acidental.
Acho que juiz de futebol entra em campo para permitir que o jogo corra, sem polêmicas, sem paralisações. Se vai trabalhar pensando em exibir conhecimento do detalhe da regra, interpretando sempre da forma mais criativa do mundo, acaba interferindo no resultado.
E não é que o Dunga tem razaõ...
Se existe uma coisa normal e previsível no mundo de hoje é a forma de relação entre um profissional de destaque e a grande empresa em que ele trabalha. Geralmente o empregado molda sua vida de acordo com os interesses da empresa, para poder maximizar sua importância e aproveitar sua eficiência. A recompensa para tamanha exploração é um belo salário no fim do mês, que não deixa de representar uma participação nos lucros que o empregado ajuda a gerar.
Mas cada atividade tem suas peculiaridades.
E a principal peculiaridade do esporte são as seleções nacionais.
Claro que os grandes clubes europeus, onde jogam os jogadores realmente importantes de praticamente todas as seleções, querem usufruir ao máximo de seus atletas durante e temporada e usar o período de férias e pré-temporada para recuperá-los para a temporada seguinte. Nessa lógica, não sobra espaço para a seleção, que só pode ter o jogador quando a FIFA obriga, o jogador aceita e o departamento médico do clube não proíbe.
A não ser que o jogador quisesse...
Ou o Kaká não tem moral para chegar para o Milan e falar “quero jogar a Olimpíada”? Esse discursinho “quero ir, mas o clube decide” é só para se eximir de qualquer responsabilidade sobre decisões que serão tomadas a respeito da vida da pessoa que fala isso!
Dunga é arrogante, brigão, inexperiente, retranqueiro, entre outros defeitos. Mas nessa pinimba entre ele e as estrelas, as estrelas estão completamente erradas.
Como disse o técnico espanhol da nossa seleção de basquete, nem todo mundo é como o alemão da NBA, que paga do próprio bolso o seguro que o clube dele obriga para libera-lo para Olimpíada, ao contrario dos brasileiros, que estão se dedicando a recuperar a forma para a próxima temporada, igualzinho o Kaká.
Se existe uma coisa normal e previsível no mundo de hoje é a forma de relação entre um profissional de destaque e a grande empresa em que ele trabalha. Geralmente o empregado molda sua vida de acordo com os interesses da empresa, para poder maximizar sua importância e aproveitar sua eficiência. A recompensa para tamanha exploração é um belo salário no fim do mês, que não deixa de representar uma participação nos lucros que o empregado ajuda a gerar.
Mas cada atividade tem suas peculiaridades.
E a principal peculiaridade do esporte são as seleções nacionais.
Claro que os grandes clubes europeus, onde jogam os jogadores realmente importantes de praticamente todas as seleções, querem usufruir ao máximo de seus atletas durante e temporada e usar o período de férias e pré-temporada para recuperá-los para a temporada seguinte. Nessa lógica, não sobra espaço para a seleção, que só pode ter o jogador quando a FIFA obriga, o jogador aceita e o departamento médico do clube não proíbe.
A não ser que o jogador quisesse...
Ou o Kaká não tem moral para chegar para o Milan e falar “quero jogar a Olimpíada”? Esse discursinho “quero ir, mas o clube decide” é só para se eximir de qualquer responsabilidade sobre decisões que serão tomadas a respeito da vida da pessoa que fala isso!
Dunga é arrogante, brigão, inexperiente, retranqueiro, entre outros defeitos. Mas nessa pinimba entre ele e as estrelas, as estrelas estão completamente erradas.
Como disse o técnico espanhol da nossa seleção de basquete, nem todo mundo é como o alemão da NBA, que paga do próprio bolso o seguro que o clube dele obriga para libera-lo para Olimpíada, ao contrario dos brasileiros, que estão se dedicando a recuperar a forma para a próxima temporada, igualzinho o Kaká.
03 junho 2008
Ingressos no Brasil
Entra ano, sai ano e a coisa não muda. Ir a um estádio ver jogo decisivo é tarefa das mais difíceis no Brasil.
São poucos pontos de venda, que só é feita poucos dias antes dos jogos, em horários limitados, como de 11h as 17h, e a organização da fila normalmente é por conta do próprio público. Além disso, pelo menos no Rio, existe um cadastramento manual de todos os estudantes que compram meia-entrada. Um cadastramento para cada jogo.
Em quase todo o Brasil e venda não é feita pelos clubes e sim por alguma empresa especializada, tipo ticketmaster.
Mas boa parte dos torcedores presentes aos estádios compra mesmo é de cambistas.
Resumindo, clubes e federações, ao terceirizar o serviço, se acham isentos de qualquer responsabilidade. A empresa que comercializa os ingressos, o faz com o menor custo possível, o que significa poucos bilheteiros e nenhum investimento em segurança. E os cambistas, com conivência dos policiais e dos bilheteiros, dominam o cenário.
Como tudo no nosso país, meia dúzia se aproveitando do sofrimento de quase todos.
Entra ano, sai ano e a coisa não muda. Ir a um estádio ver jogo decisivo é tarefa das mais difíceis no Brasil.
São poucos pontos de venda, que só é feita poucos dias antes dos jogos, em horários limitados, como de 11h as 17h, e a organização da fila normalmente é por conta do próprio público. Além disso, pelo menos no Rio, existe um cadastramento manual de todos os estudantes que compram meia-entrada. Um cadastramento para cada jogo.
Em quase todo o Brasil e venda não é feita pelos clubes e sim por alguma empresa especializada, tipo ticketmaster.
Mas boa parte dos torcedores presentes aos estádios compra mesmo é de cambistas.
Resumindo, clubes e federações, ao terceirizar o serviço, se acham isentos de qualquer responsabilidade. A empresa que comercializa os ingressos, o faz com o menor custo possível, o que significa poucos bilheteiros e nenhum investimento em segurança. E os cambistas, com conivência dos policiais e dos bilheteiros, dominam o cenário.
Como tudo no nosso país, meia dúzia se aproveitando do sofrimento de quase todos.
Aflitos
Dá para acreditar que vários torcedores foram atingidos pela garrafa chutada por ele? Acertar um já seria difícil.
André Luís nunca mais seria encontrado caso não fosse preso no campo de jogo? Parece difícil.
A polícia precisa mesmo de escudo, cassetete, gás pimenta e armas de fogo para lidar com jogadores e árbitros? Não creio.
A polícia tem responsabilidade de julgar, como fez a policial, dizendo que André Luís feriu o estatudo do torcedor? Definitivamente, não.
A função da polícia em um evento público é manter a ordem. A prisão de André Luís contribuiu para isso? Muito pelo contrário.
Quando a polícia aborda um cidadão de forma agressiva e desproporcional ao fato social em andamento, uma reação exagerada do cidadão é desacato? Nem sempre.
André Luís é um dos trogloditas do futebol brasileiro e já estava quizumbando desde o começo do jogo. Mas o lance da expulsão, nem falta foi. Independente disso é admissível que ele estivesse nervoso e cometesse besteiras antes de descer para o vestiário. Tais besteiras seriam julgadas no ambito esportivo e ele certamente receberia uma punição.
Mas o que era pra ser um chilique folclórico do futebol virou mais um dos infinitos exemplos de incompetencia, imbecilidade e falta de noção da realidade de qualquer polícia ou exército no mundo, especialemente a polícia brasileira. São idiotas mais preocupados em aplicar regras do que garantir a paz.
Dá para acreditar que vários torcedores foram atingidos pela garrafa chutada por ele? Acertar um já seria difícil.
André Luís nunca mais seria encontrado caso não fosse preso no campo de jogo? Parece difícil.
A polícia precisa mesmo de escudo, cassetete, gás pimenta e armas de fogo para lidar com jogadores e árbitros? Não creio.
A polícia tem responsabilidade de julgar, como fez a policial, dizendo que André Luís feriu o estatudo do torcedor? Definitivamente, não.
A função da polícia em um evento público é manter a ordem. A prisão de André Luís contribuiu para isso? Muito pelo contrário.
Quando a polícia aborda um cidadão de forma agressiva e desproporcional ao fato social em andamento, uma reação exagerada do cidadão é desacato? Nem sempre.
André Luís é um dos trogloditas do futebol brasileiro e já estava quizumbando desde o começo do jogo. Mas o lance da expulsão, nem falta foi. Independente disso é admissível que ele estivesse nervoso e cometesse besteiras antes de descer para o vestiário. Tais besteiras seriam julgadas no ambito esportivo e ele certamente receberia uma punição.
Mas o que era pra ser um chilique folclórico do futebol virou mais um dos infinitos exemplos de incompetencia, imbecilidade e falta de noção da realidade de qualquer polícia ou exército no mundo, especialemente a polícia brasileira. São idiotas mais preocupados em aplicar regras do que garantir a paz.
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