07 setembro 2007

Brasileirão 24/38

Por causa do atraso do jogo, o Brasil que vê futebol parou para ver o pênalti que poderia quebrar uma longa série invicta do São Paulo e acabar com o sonho do recorde de invencibilidade da defesa. Mas quando deram close no Coelho ficou parecendo que ele tava nervoso. Quando deram close no Rogério, pareceu que ele tava confiante. Não deu outra. Como disse o Muricy depois do jogo, "nosso craque é o goleiro" e o São Paulo menos brilhante a ser campeão brasileiro segue rumo ao penta.

Assim como contra o Juventude, o Flamengo deu uma goleada mentirosa, manteve o aproveitamento em casa e fugiu da zona de rebaixamento. Foram duas vitórias com cara daquelas derrotas do Flamengo no sul nos anos recentes. Não joga tão mal, não é dominado, mas em alguns momentos de apagão o adversário, sem fazer nada demais, constrói uma goleada. Mas temos três jogos difíceis, no Beira-Rio e depois Cruzeiro e Vasco no Maraca. E o time parece sentir a seqüencia que quase nenhum adversário tem enfrentado.

O futebol brasileiro vive um grande clima de "tudo pode acontecer" nesses últimos anos de venda desenfreada para o exterior, brasileirão o ano todo e troca constante de time dos que ficam por aqui. Magrão, por exemplo, que surgiu no São Caetano, era a cara do Palmeiras e depois se revelou corintiano, já tá no Inter. Mas certas coisas não são tão difiíceis de imaginar. Como por exemplo a campanha do Fluminense pós conquista da Copa do Brasil. Era só olhar o que fez o Flamengo ano passado. Quando parecia que ia para a zona do rebaixamento, ganhava duas ou tres. Quando ameaçava embolar com os líderes, vinha uma sequencia de derrotas. Mas sempre tranquilo, sem muito stress. Só esperando a libertadores. E assim, meteram 2 no Sport na Ilha do Retiro.

Mas uma coisa que começa a ser imprevisível é onde vai parar a decadência do Botafogo!

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