Botafogo
Difícil definir aquilo. Gostei do texto do Juca Kfouri, aqui reproduzido:
O Botafogo foi um vexame sem qualificação.
Marcou seu primeiro gol com Lúcio Flávio aos 20 minutos, que se aproveitou de uma das muitas bobeadas da ridícula defesa armada por Passarella no River Plate.
O River era só coragem e obrigava Max a fazer ótimas defesas.
Mas aos 31 não deu, na cabeçada de Falcao: 1 a 1.
Pior que, em seguida, Zé Roberto cavou uma estúpida expulsão.
E tome pressão, no fim do primeiro e no começo do segundo tempo.
Max se virava, se desdobrava e, aí, o River também teve um expulso.
Foi o bastante para o Botafogo dar dois ataques e fazer 2 a 1 no segundo deles, em jogada de Joílson para Dodô aproveitar, aos 20.
Parecia tudo liquidado.
Ainda mais que, em seguida, o River ficou com nove jogadores.
Mas não é que, no minuto seguinte à expulsão, Falcao chutou de fora da área e Max aceitou penosamente?
A torcida do River Plate que clamava pela cabeça de Passarella, passou a acreditar de novo e o Botafogo estava perdidinho.
A tal ponto que conseguiu levar o terceiro gol, de Ríos, aos 34, em desvio mal feito da zaga carioca.
Nove contra 10, mais de 11 minutos pela frente, o River foi à luta e apesar de dar espaços em profusão ao Botafogo, o time brasileiro nada fazia, além de um pênalti que o árbitro não viu.
E de conseguir a suprema proeza de levar o quarto gol, aos 46, Falcao, de cabeça.
O Botafogo além de perder um jogo imperdível, não honrou seu nome, não teve inteligência, nem grandeza, nem alma.
Uma farsa.
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29 setembro 2007
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