Copa América.
Bionicão, rápido no gatilho: "É fácil. Quando a imprensa diz que o Brasil vai perder, ele ganha. Quando diz que vai ganhar, ele perde"
Esmiuçando cabecinha de boleiro brasileiro a partir da definição sensacional do Bionico. Milhares de moleques brasileiros entre 8 e 14 anos são os craques de sua turminha. Muitos deles tem destaque para além da turminha, sendo os craques do colégio ou do campeonato ou da praia ou do bairro. Muitos entre esses arrumam vaga entre meias, laterais e atacantes nas peneiras dos clubes. Alguns ficam pelo caminho e os que seguem jogam por times tradicionais e já tem certeza que serão jogadores profissionais e assim sustentarão aquelas dúzias de pessoas que dizem para cada um deles que eles são os melhores do mundo desde os 8 anos de idade.
De todo esse universo, umas poucas centenas de moleques frequentam as seleções brasileiras de base, viajando pelo mundo vestindo a amarelinha quando ainda são adolescentes. A essa altura já impossível que cada um deles não seja um Romário (em termos de marra...) e entre as poucas dezenas que frequentam a seleção principal e jogam em times grandes da europa e comem as mulheres mais gostosas do mundo e são zilionários desde os 20 e poucos anos, jogar futebol pela seleção vira uma chateação entre uma champions league e um lançamento imobiliário em Dubai.
Nessa hora a seleção perde uns jogos, entra em crise, o técnico vira o vilão da nação, as críticas são violentas e todo o país passa a contestar o way of life desses playboys, que não gostam mais da pátria e não suam a camisa. Os jogadores se unem, o técnico passa a distribuir patadas na imprensa e o Pelé fala que os adversários são favoritos. Pronto. É sucesso certo.Boleiro brasileiro é tão marrento que tem certeza que ganha de quem quiser quando quiser. Mas só as críticas da imprensa e dos jogadores do passado motivam esse tipo de gente.
16 julho 2007
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Um comentário:
´´eéééé vai ter que aturar o Lulinha.
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