05 abril 2007

1.000.

Vejo a carreira do Romário dividida em três fases. Do começo ao tetra, cresceu sem parar, aumentou e qualificou o repertório e acabou, merecidamente, na história do futebol, como um dos grandes gênios. Do tetra ao começo do século XXI ele foi irregular, nem sempre em sintonia com o clube em que jogava, sempre tentando cavar sua volta à seleção e crescendo a cada derrota com ele fora (96, 98 e 2000), até o penta, sem Romário.

De lá para cá ele fez muito pouca coisa interessante no futebol. Mas o Celos Barros inventou de homenagea-lo no gol 800 e ele resolveu contar até mil. Aliás, alguém sabe qual o número do gol 800 na lista atual? Eu não...

Uma das milhares de características positivas do Romário é o crescimento dele diante dos desafios. E é muito mais interessante quando o desafio é o título e não a artilharia, mas isso é outra história. Pois Romário foi abusar, querer ser o único comparável a Pelé na história, fazer o milésimo no maracanã, em um clássico, e... nada. Com derrotas seguidas começa a ser problema para o Vasco, não joga a decisão da vaga porque o jogo é em Cabo Frio e corre o risco de ser obrigado a esticar mais um pouquinho a carreira, já que ele sempre disse que não pretendia jogar o brasileiro, para continuar tentando o mil. A imprensa vai atrás.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bem analisado...
abs
Rica
obs: celso barros é um pela saco baba ovo!!!